terça-feira, 28 de agosto de 2007

TÍTULOS VAZIOS

Recebi há pouco uma carta, convidando-me para um congresso em certa igreja. No bojo do convite estava escrito: “Você não deve e não pode perder o evento, porque não serão simples pastores a ministrar a Palavra e a oração, mas bispos, profetas e três apóstolos!”Pensei comigo: já vi esse filme antes. Quer dizer, ver eu não vi. Eu li. Conta-nos a bíblia, em Lucas 22.24-27, que os apóstolos estavam discutindo e polemizando no dia em que Jesus celebrava com eles a Ceia. Era um momento de extrema solenidade e grandioso significado. E em quê estavam ocupados? Em saber quem era o líder, quem era o maior. Jesus afirmou-lhes categoricamente: “Entre vós não será assim, antes o maior entre vós seja como o menor, e quem governa como quem serve”. (v. 26).Em outra ocasião, quando o Senhor fazia o célebre sermão contra os fariseus, declarou em alto e bom som: “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos. E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo.” Isto está em Mateus 23.8-10. Ou a minha bíblia está desatualizada (há tantas bíblias ao gosto do freguês hoje em dia, não é mesmo?) ou então a igreja evangélica brasileira entrou por uma estrada altamente perigosa. Jesus disse: “Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo. Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado”. (idem, 11 e 12)É que hoje vivemos a realidade defeituosa da “qualidade total”, dos projetos megalomaníacos de ostentação de números e poder em várias de nossas igrejas. É a sedução dos números e a sedução dos poderes. Para demonstrar o poder de Deus apresentam um relatório do número de pessoas que as freqüentam. E, para deixar mais oficial ainda, hierarquizam os ministérios, nomeando pastores simples, pequenos líderes de igrejas insignificantes, até os grandes apóstolos, detentores de maior poder e maior unção. Meu Deus, a que ponto estamos chegando! Por tantos anos lutamos contra a igreja institucional, a igreja-hierarquia, o romanismo, e agora estamos fazendo pior ainda, porque, não raras vezes, os chamados “apóstolos” não possuem qualidades espirituais, intelectuais ou morais nem para serem obreiros! É tão fácil virar apóstolo hoje em dia! Só fico pensando: o que virá, depois de apóstolo? Sim, porque haverá uma hierarquia, isso está no ser humano. Será superapóstolo? Será paipóstolo? Será querubim? Ou então será o semideus? Meu Deus...Eu sou um pastor. E o que me faz maior ou melhor que meus irmãos? Nada! Eu sou igual a eles, só recebi do Senhor uma incumbência, uma responsabilidade, e sou duas vezes responsável: responderei pelo que vivo e também pelo que ensino. Mas sou um irmão, e só isso! Respeito o bispado das denominações historicamente episcopais. Mas atualmente a questão não é essa. O que transforma um pastor num bispo, nos novos cultos evangélicos, tem mais a ver com abrangência, carisma e coleta, do que com administração. “Arrecadam mais, ajuntam mais gente”. E aonde está escrito que deveriam ser apóstolos quando alcançassem esses alvos? Hoje, ser pastor parece não ser mais suficiente. Missionário então, só os remanescentes R.R. Soares e David Miranda. Agora a moda é apóstolo, mesmo que não tenham sido testemunhas oculares do ministério de Jesus. Aliás, foi tão difícil achar um substituto para os doze, votaram em Matias, quando talvez Paulo devesse figurar entre eles, e agora temos verdadeiras fábricas de apóstolos. E o que eles têm de diferente? Dizem que são mais ungidos, que manipulam as forças espirituais com maior autoridade, etc. Claro: o pretexto é a abrangência do significado da palavra: missionário, fundador de trabalhos, pioneiro, etc. Ou então as novas profecias que vão aparecendo, recomendando a ressurreição e restauração do "ministério apostolar". E assim vamos caminhando, apostolando a igreja evangélica.Que Deus nos ajude a voltar às páginas da bíblia! Vamos parar de encaixar pessoas no versículo que cita “apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres” e vamos começar a ter a humildade de dizer: “sou só um servo do Senhor, e nada mais”. Paremos de ofuscar a beleza de Cristo com a feiura da vaidade humana! Paremos de nos autopromover, sob o pretexto da espiritualidade, e vamos fazer valer o nosso título de cristãos! Ministros: sejamos só irmãos, só pastores, isso já basta. Que Cristo cresça, e que nós diminuamos! Seja Deus engrandecido, e que o Espírito Santo nos ajude! Amém.

Wagner Antonio de Araújo, irmão em Cristo, chamado para servir como pastor no rebanho de Deus.Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SPbnovas@uol.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2007

ALICE COOPER. LEMBRA-SE DELE ?



Roqueiro cria centro cristão para jovens

Terça, 21 de agosto de 2007
O roqueiro Alice Cooper tem uma surpresa para quem o vê apenas como o homem de maquiagem preta assustadora, cujos shows incluem enforcamentos encenados, serpentes reais e muito sangue falso.
O autoproclamado "Príncipe das Trevas" está se dedicando à criação de um centro cristão para jovens em situação de risco em Phoenix, previsto para ser inaugurado em novembro.
Alice Cooper quer fazer do centro, que custará 7,3 milhões de dólares, situado na Universidade Grand Canyon, um lugar onde os adolescentes possam fugir das ruas e talvez se interessarem por uma carreira musical.
"Alguns desses garotos não têm uma chance", disse Cooper, 59 anos, à Reuters em entrevista. "O ambiente em que vivem só os ensina a se desviar de balas e virar bons criminosos."
"Se você levar um deles ao vício da guitarra, no lugar do crack, isso vai mudar a vida dele, ali mesmo."
Conhecido por canções como "School''s Out" e "Welcome to my Nightmare", o roqueiro virou cristão convicto há mais de 20 anos, depois de superar o alcoolismo.
Cooper ajudou a levantar 2 milhões de dólares para tirar o projeto do chão, através da fundação sem fins lucrativos Solid Rock, que fundou em 1995 com o pastor Chuck Savale.
O centro vai incluir um estúdio de gravação, sala de concertos e café com palco para apresentações. As atividades terão uma mensagem cristã de base.
Cooper nasceu com o nome Vincent Damon Furnier, filho de um vendedor de carros que virou pastor, mas abandonou a religião quando virou roqueiro.
"A coisa chegou ao ponto em que eu estava bebendo tanto que acordava pela manhã vomitando sangue", contou. "Os caras de minha profissão -- gente como Jimi Hendrix, Jim Morrison -- geralmente viviam até os 27 anos. Eu os vi bebendo até morrer e estava seguindo o mesmo caminho."
Ele decidiu abandonar a bebida, e dez anos depois tornou-se cristão convicto e passou a jogar golfe.
Fonte: Reuters

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

AREIA MOVEDIÇA

AREIA MOVEDIÇA

( Porque andamos por fé, e não por vista. 2 Co 5:7 )

Em busca da emoção! Nosso mundo vive buscando novas sensações, e que sejam cada vez mais intensas. É por isso que a Polícia Federal encontra tantos traficantes de maconha, cocaína, extasy e outras drogas alucinógenas. Se não houvesse quem comprasse (e pagasse caro), não haveria traficantes. Mas o povo quer sentir, quer chorar, quer rir, quer desmaiar de prazer! E a dose de amanhã terá que ser maior que a de hoje, pois o corpo julgará algo banal uma quantia similar apenas.

Nossas igrejas estão caminhando na mesma senda: os cultos são cada vez mais emocionais, cada vez mais apelativos ao estado emotivo dos cultuantes. Não é raro encontrarmos crentes migrando para outras igrejas, a dizer: “a minha igreja já deu o que tinha que dar; agora estou no ministério tal, porque lá o Espírito se derrama, há poder, há unção, o mover de Deus é fantástico!” É possível que esse entusiasmo todo dure uns dois anos. Logo esse crente correrá para outro ministério, e outro, e outro, buscando experiências que o levem cada vez mais ao “Santo Lugar”, ao estado emocional alterado. Talvez depois, frustrado, ele abandone a fé, porque “não sente mais a presença de Deus”...Esses cultos começam com canções alucinantes, partem para a exploração das dores e tragédias, entoam músicas contínuas similares aos mantras orientais, e constróem uma série de compromissos em lágrimas. Depois, no próximo culto, tem que ter um cardápio mais emotivo, com mais variedades, senão o povo evade. O próximo culto tem que trazer novidades.Isso é construir a fé sobre a areia movediça das emoções. Se estou feliz, Deus está comigo. Se prosperei, o Espírito está sobre mim. Se chorei ou me manifestei, recebi a unção. Se a igreja vibrou muito, um mover de Deus está naquele lugar. (aliás, “mover” é simplesmente trágico...)
Mas, aos desiludidos na fé, àqueles que já tomaram todos os porres emocionais e não encontram mais o que experimentar, quero apontar um outro caminho: o caminho da fé obediente, da fé em verdades bíblicas, da fé em um Deus permanente, da fé em uma salvação eterna, que não se perde no dia da tristeza e se reconquista no dia da alegria. Deus nos ama, tanto nos dias de sol quanto nos de chuva, tanto quando estamos por cima, quanto quando estamos por baixo.Para comprometer-se com essa fé, não são necessários grandes auditórios emocionais, grandes profetas ungidos com o "mover" de Deus. Uma igreja que ame a bíblia, ame aos irmãos e ame o próximo, e uma bíblia às mãos, já é o bastante. Comece a viver a palavra. Construa sua moral, sua índole, sua profissão, seu casamento, a educação de seus filhos, seu futuro, na Palavra de Deus. E adore-o sempre. Não duvide de sua presença, quando não o sentir junto de você. Ele continua aí, mesmo que você não o sinta. Ele nunca abandona os que são fiéis e sinceros. É promessa dele!Então você não afundará nas frustrações de emoções passageiras, mas construirá uma vida de vitórias, de realizações, e agradecerá pelas provações e pelos desertos também.Queira Deus que nossa fé seja fundamentada na duradoura Palavra, e não na instável emoção.Amém.

Por Pr. Wagner Antonio __._,_.___

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Vivendo com Medo de Perder a Salvação?

Vivendo com Medo de Perder a Salvação?

O medo é a ferramenta que o "sistema sacerdotal" usa para manter o controle.

Desde a queda do homem no Jardim do Éden até o presente momento, Satanás continua empenhado em convencer os homens que a vida eterna é alcançada pelas boas obras. É óbvio que essa é uma mentira bem no estilo do próprio "pai da mentira" - um rótulo descritivo atribuído a ele pelo Senhor Jesus Cristo quando censurou os fariseus:
"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira" [João 8:44]
Em todo o Novo Testamento há o ensino que refuta completamente a possibilidade de alguém poder salvar a si mesmo. Para obter (não alcançar) a vida eterna, é necessário recebê-la por meio da graça de Deus, ou nada feito.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." [Efésios 2:8-9; ênfase adicionada]
Contudo, devido à nossa natureza humana depravada, "tornar possível nossa entrada no céu" parece algo racional. E a razão principal por que toda religião falsa e organização secreta enfatiza o conceito é que existe um elemento lógico insidioso dentro desse ponto de vista, que envolve o medo nos corações de todos os adeptos. É mais ou menos assim: "Alcancei a salvação por causa de minhas boas obras e se eu deixar de praticá-las, vou perdê-la!"
Bingo! Este, meus amigos, é o temor maligno pelo qual milhões de pessoas foram e continuam a ser mantidos em servidão espiritual!
"Sacerdócio" é um termo ocasionalmente usado para descrever aqueles que usam esse temor para controlar e manipular os paroquianos. O catolicismo romano levou esse sistema à perfeição, mas algumas denominações protestantes também sucumbiram ao seu apelo. É um fato triste que tantas pessoas possam ser conduzidas para qualquer lugar pelos narizes se o espectro da condenação eterna foi colocado logo acima de suas cabeças.
Esse temor é justificável? Pode o ensino doutrinário ser encontrado na Palavra de Deus para apoiá-lo? NÃO!! Muito ao contrário - as Escrituras ensinam claramente o oposto, quando tudo o que elas dizem sobre o assunto é estudado com atenção. Considere o seguinte:
"E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão." [1 João 4:16-21; ênfase adicionada]
"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação." [2 Timóteo 1:7]
Portanto, para o crente, ter medo de perder a salvação é tão ridículo quanto uma criança que tem pais amorosos pensar que eles poderão mandá-la para fora de casa se ela não se comportar direito. Será se passaria pela cabeça desses pais "desfazer-se" daquela criança por mais desobediente e difícil que ela seja? A simples idéia já seria algo repugnante! Porém muitos cristãos nascidos de novo permitem ser convencidos que o Pai Celestial - o Deus amoroso e santo que graciosamente os recebeu em Sua família - mudará de idéia e por um capricho os enviará para o inferno se eles forem desobedientes. E eles passam a vida angustiados e preocupados se vão ou não para o céu quando morrerem. "Cometi pecados terríveis e certamente minha salvação foi perdida". Para esses temores patéticos (e totalmente infundados), somente temos de mostrar que 100% dos nossos pecados estavam bem no futuro quando o Senhor derramou Seu sangue precioso para pagar por eles na cruz.
Há então a idéia estúpida de "perder o nascimento". É possível reverter o nascimento físico? É claro que não e do mesmo modo não é possível perder o nascimento espiritual. Uma vez que recebemos o dom do Espírito Santo e Ele literalmente passa a residir dentro de nós, a vida eterna nos céus é tão certa como se já estivéssemos lá! Como podemos saber que isso é verdade? A Palavra de Deus nos diz!
"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou." [Romanos 8:28-30, ênfase adicionada]
Portanto, a despeito do fato que isto é difícil de compreender - os verbos "predestinou", "chamou", "justificou" e "glorificou" estão todos no tempo pretérito. Destarte, a partir da perspectiva de Deus, todos os crentes foram elevados até o ponto da glorificação. Nossa existência eterna com Ele nos céus é um assunto já resolvido e é irreversível porque nos tornamos parte de Sua família!
"Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei. E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem. [Hebreus 13:5-6; ênfase adicionada]
O erudito em língua grega Kenneth Wuest diz que essas negativas (os "não" destacados em negrito e sublinhado) precedem o verbo no texto grego original. Somente uma dessas afirmações da parte de Deus já seria infinitamente suficiente, mas Ele nos diz e repete para confortar os corações vacilantes e depravados de Seus filhos - aqueles a quem Ele resgata da família do Diabo e adota como Seus filhos.
"E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade." [Efésios. 1:5].
Finalmente, em Romanos 8, o apóstolo Paulo responde a todo possível "e se?" que um coração vacilante poderia imaginar no que se refere à perda da salvação:
"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." [Romanos 8:33-39]
Portanto, à luz de todas essas afirmações do apóstolo Paulo, que foi especificamente comissionado por Deus para entregar as grandes doutrinas da fé para a igreja, por que iria um cristão genuíno permitir que um praticante do sistema sacerdotal o controle, insistindo no oposto? Todos os pregadores que adotam a posição doutrinária que a perda da salvação é possível - percebam eles ou não - estão tentando fazer as pessoas seguirem "pelo caminho estreito e difícil" mantendo essa terrível ameaça sobre suas cabeças.
Embora precisamos compreender que Deus realmente disciplina Seus filhos, a punição é dada por um Pai amoroso e não pelo Juiz de toda a criação:
"Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho." [Hebreus 12:6]

O amor - não o medo - é o princípio norteador ensinado no Novo Testamento e nosso maravilhoso Pai Celestial nos protegerá para sempre em seus braços amorosos.

http://www.espada.eti.br/p262.asp

terça-feira, 31 de julho de 2007

RETORNANDO AO LAR

Foi em 1987 que renasci para o Senhor, numa igreja Presbiteriana da cidade de Jandira, simples e aconchegante, mas repleta de amor por parte de seus membros. Fui bem recebido por todos e logo tornei-me amigo e companheiro de caminhada de muitos deles.Eu sabia que ser cristão não era uma coisa fácil. Havia as lutas da renuncia. Muitas das coisas que eu praticava nos meus tempos mundanos eu ainda os carregava comigo. Abandonava aos poucos aquelas práticas, fruto das orações dos queridos irmãos.Estudava com eles na escola bíblica dominical, não perdia uma aula sequer, nem mesmo estando doente, era junto deles que eu gostava de estar, pois com eles eu melhorava meu relacionamento em relação aos de fora. Fui muito ajudado, fui muito amado, fui muito disciplinado, e feliz ficava quando aprendia cada vez mais com esses queridos irmãos.Aprendi muita coisa sobre o evangelho de Cristo, sobre os pseudo-evangelhos, sobre os falsos evangelhos e sobre muitas seitas na escola dominical. Esta era uma verdadeira escola para mim. Pena que ninguém de fora dava o seu devido valor, já que era ali que verdadeiramente aprendíamos a ser pessoas honestas e sinceras perante a sociedade.Infelizmente, para tudo o que é bom tem um ponto final. Houve problemas internos naquela igreja, e o pastor titular, que era um verdadeiro pai para mim, foi afastado. Houve muitos comentários maldosos, mas eu preferia ficar ao lado daquele que me disciplinava com amor nunca visto em minha vida. Para mim ele era inocente até prova em contrário, só que esta prova em contrário nunca veio à tona. Mesmo assim, eu o perdi.Surgiu um novo pastor, moderninho, achei que as coisas iriam mudar. E mudaram. Acabou-se a escola dominical sob o argumento de que era coisa antiquada e cafona. Onde não se aprendia nada de concreto. E que todos nós deveríamos estudar em seminário para sermos líderes, ou coisas semelhantes. Continuei na igreja, mas muitos dos queridos irmãos da igreja original se foram, se retiraram por não se adaptarem ao modernismo. Mas eu fui enfeitiçado pelo novo evangelho que era pregado pelo novo pastor. Mudou-se o nome. Adotou-se a denominação de Comunidade Tal*, sob o argumento de que precisamos abandonar o tradicionalismo para nos aproximarmos cada vez mais de Deus. Maravilhei-me com isso.Outras coisas vieram acontecer. Mas eu fui aos poucos percebendo a enrascada em que me meti. O orgulho do novo pastor o fazia ficar bem maior do que a mensagem pregada. Começaram a adotar as danças, lançar CD ao vivo a exemplo que as outras igrejas modernas faziam. Muitos hinos que amava cantar na Presbiteriana foram esquecidos, abandonados, dando lugar a músicas que enalteciam o ego. Outras coisas bem estranhas foram surgindo, conheci o “sabonete de glicerina abençoado”, as “campanhas dos desempregados”, “campanhas dos milagres”, e tantas outras coisas que era obrigado a participar. O pior aconteceu. O pastor agora não admitia mais ser chamado de “pastor”, mas sim, “bispo”. Senti-me enojado. O termo pastor também se tornou ultrapassado para ele, e todos obedeciam temerosos de que Deus faria alguma coisa ruim lhes acontecer.Percebi que, se continuasse ali, eu também estaria me afundando junto deles para a vergonha eterna. Já estava me sentindo longe das verdades da Bíblia. Longe do verdadeiro evangelho que amava ouvir e ler. Procurei voltar para a igreja original, mas não obtive sucesso. Ela não existia mais. Não estava mais se reunindo no mesmo local.Nesse tempo, passei a freqüentar outra Comunidade a convite dos amigos da faculdade. Ficava em Carapicuíba, um pouco distante de casa. Era boa, os hinos me faziam lembrar a Presbiteriana, mas logo decaiu para o modernismo e eu não agüentei. Era forçado a ouvir gritos histéricos de jovens que nem tinham compromisso com Deus, mas que gostavam mais de se divertir, de liderar, do que servir. Senti saudades da escola bíblica dominical, pois nessas igrejas privilegiavam-se mais o lucro do que o ensino. Teria que pagar para estudar e me formar “um líder”. Mas eu não fui chamado por Deus para ser líder nenhum, mas sim, para ser um servo obediente e fiel, e nem todos também tem esse chamado. Mas se você não é líder, não serve para essas igrejas.Casei-me. Eu e minha esposa ficamos fora da igreja por não encontrarmos uma que pelo menos não nos forçasse a fazer coisas além do que podemos fazer. Nossa fé é simples, e preferimos assim. Sacrificamos o que podemos e ajudamos aos outros dentro de nossas possibilidades. Mesmo assim, não deixamos de buscar ao Senhor.E nessa busca ao Senhor, ele nos atendeu. Mostrou-nos a igreja do Nazareno perto do meu local de trabalho que freqüentamos por um bom tempo até que o próprio Senhor, por meio de um querido irmão que trabalha também no mesmo local que eu, nos levou para a Igreja Presbiteriana Independente de Quitaúna, onde nos alegramos por voltar a ouvir a verdadeira palavra de Deus sem acréscimo algum. Voltamos a ter aquela fé de criança que ama seu Pai pelo que Ele é, e não pelo que ele pode nos dar.Deus é maravilhoso. Ele nos faz passar por vales e montes, por amor de nós, para nos ensinar que devemos depender totalmente dEle, e não de homem algum.Quero dedicar este crônica ao amado pastor Elizier Trindade, que foi o meu pai espiritual na Igreja Presbiteriana de Jandira, e aos amados irmãos de lá, dos quais sinto grandes saudades.

Fernando Paulo Ferreira, casado com Fernanda de Abreu Ferreira, freqüentam a Igreja Presbiteriana Independente de Quitaúna, em Osasco/SP. São escritores e editores do site www.asemaninha.org. * - Nome omitido por questões de privacidade (N. E.)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

BUFFET "GOSPEL UNIDO" - PROPAGANDA GRATUITA

Preparamos sua festa com os melhores elementos da atualidade:

Globos de vidro, jogos de luzes, fumaças, cores, instrumentos, vozes, danças,
Teatros, grupos, bandas, farras, festas e etc.

O importante é agradar o freguês!

Somente queremos que você goste e que volte depois, não importa compromisso espiritual e dedicação a Deus.

Somos um Bufê especializado em CARNE, é claro.

Queremos uma adoração (?) centrada nos gostos pessoais e estilos íntimos, desde que você sinta as mais profundas emoções e se dê às alucinações produzidas por esses artifícios.
Pode até ser que você não ouça um bom sermão, ou pode acontecer de você sair no mesmo grau de edificação que entrou, mas uma coisa é garantida: Você vai se divertir a valer.

Pode até ser do pão ser insípido, mas a carne é abundante, e, com certeza, tudo será do seu agrado.

Contamos com os melhores animadores, anfitriões, maitres, DJ’s, bandas, grupos musicais e teatrais. Pode até ser que não sejam crentes, mas cantam muito bem e com certeza a “mensagem chegará ao seu coração”; não importa se o mesmo é regenerado ou não. Importa que você tenha um coração sensível às emoções que queremos passar.
Hoje vivemos em dias diferentes dos passados, e tudo tem que ser moderno e de acordo com nossa cultura, por mais degenerada que ela esteja.

E tem mais: Pode ter certeza que não vai encontrar por aqui nenhum chato, puritano ou quadrado, esses decidiram ficar nos seus cultos sem ânimo nem apelo emotivo.

Endereço: Quase todas Igrejas Evangélicas

Preço: Seu dízimo e sua oferta

Bufê Gospel Unido
Tel.: 5555-0666

(BY irmão Hugo Santos )

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Convenção Batista Posiciona-se Sobre Lei da Homofobia



MANISFESTO DA DENOMINAÇÃO BATISTA
Por: Divulgação
Diante da tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei PLC 122/2006, aprovado pela Câmara dos Deputados, (PLC 503/2001), que pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo, o Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira, reunido na cidade do Rio de Janeiro, decidiu manifestar sua preocupação com o futuro da sociedade brasileira, caso a lei venha a ser aprovada.
Preocupa ao povo batista a aprovação de uma lei que privilegia uma minoria em detrimento do direito de todos. Reconhecemos o direito dos homossexuais ao tratamento digno e igualitário, ao tempo em que defendemos a liberdade fundamental de formar e exprimir juízos favoráveis ou desfavoráveis nas questões de orientação sexual. Entendem os batistas que a aprovação do referido Projeto de Lei pode resultar no aumento da subversão de valores morais e espirituais que destroem a família - célula mater da sociedade - e enfraquecem a nação brasileira. Por isto, decidimos vir a público reafirmar nossas posições tradicionais e históricas sobre os princípios e valores que sustentam a liberdade de consciência, as religiões e a vida em sociedade.
1. Cremos que cada pessoa tem direito, outorgado por Deus, de ser reconhecida e aceita como indivíduo sem distinção de raça, cor, credo ou cultura; de ser parte digna e respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial. Cada pessoa foi criada à imagem de Deus, razão porque merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita. 2. Cremos no direito à liberdade de consciência e de expressão religiosa. Cada pessoa é plenamente livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, propagar e ensinar a verdade como a entenda, e até de mudar sua crença, sempre respeitando direitos e convicções dos outros.3. Cremos que cada pessoa é preciosa, insubstituível e moralmente responsável perante Deus e o próximo. Cremos no direito à liberdade de escolha e aprovação dos princípios e valores que regem a convivência e a conduta na família e na sociedade.4. Cremos que Deus criou cada pessoa como ser humano, macho ou fêmea, com direitos iguais e diferenças sexuais. Essa diferença baseia-se na constituição física, na forma de ser, de perceber o mundo, de reagir e de relacionar-se. Deus criou, assim, o macho e a fêmea, para que se completem e cooperem com ele na criação e na formação da humanidade.
Não podendo nos calar diante do alto risco de degradação social e do surgimento de perseguição religiosa motivada por aqueles que se sentirem discriminados:
1. Conclamamos a todos os representantes do povo no Senado e em todas as instâncias da República, a todos os cidadãos e lideres de instituições sociais e religiosas, bem como aos pais e formadores de opinião, que se unam para defender o respeito à pessoa e a garantia dos direitos individuais, lutando a favor de uma sociedade onde impere a dignidade e os direitos individuais.
2. Conclamamos a todos os cristãos a proclamarem e a ensinarem toda a verdade, conforme revelada nas Sagradas Escrituras, inclusive as orientações da Palavra de Deus sobre a natureza da sexualidade humana. Não podemos negar que Deus, o Senhor dos senhores, justo juiz de toda a terra, condena a prática homossexual, mas aceita a pessoa, oferecendo-lhe perdão e graça que restauram a dignidade humana. (Deuteronômio 10.17; Salmo 7.11; 75.7; 94:2 e Romanos 1.18-31; 5.8 e 8.1ss).
3. Conclamamos a todos os cidadãos a cultivarem convivência pacífica e manifestações de afetividade que respeitem o próximo e mantenham a dignidade e pudor nas relações sociais. Reconhecemos que uma pessoa não tem o direito de coibir a escolha sexual de outra. No entanto, essa norma não pode impedir que o cidadão tenha o direito de considerar impróprio e inconveniente, ou de qualificar como imoral ou inaceitável o comportamento homossexual.
4. Conclamamos aos lideres e membros das igrejas a acolherem todas as pessoas, "sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição" (Artigo II da Declaração Universal dos Direitos Humanos). E que, além do acolhimento afetivo, dêem orientação espiritual aos que livremente pedirem ajuda, em sua busca da verdade e de transformação de vida.
A aprovação de uma lei não pode ferir os direitos estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma: "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras". (Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos)
Conscientes de nossa cidadania, dever moral e espiritual, devemos fazer tudo o que for possível e justo para construir uma sociedade firmada nos valores éticos e espirituais, inspirados nas Sagradas Escrituras. Só assim livraremos o Brasil da degradação moral e da perseguição religiosa, bem como deixaremos um legado de justiça, paz e prosperidade para as futuras gerações.
Rio de Janeiro, maio de 2007
Pr Oliveira de AraújoPresidente da Convenção Batista Brasileira